segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Paz e Guerra




Focando o significado de existência
Compreendemos que faz tudo parte de uma ciência
Em que o princípio e o fim são os extremos
E tudo o que se passa no meio
É para cultivar a personalidade de nós mesmos
A pobreza e a guerra existem
Mas nós não conseguimos viver com elas
Então fechamos os olhos
Para não ver o que as outras pessoas sofrem
Todos apontam o dedo aos grandes povos
Mas como querem que eles combatam a pobreza
Se eles ainda não acabaram
Com a que existe no seu próprio reino?
Existe a guerra pelos interesses
E a guerra traz a fome atrás
Por isso como podemos acabar com a fome
Enquanto a guerra não acabar?
É preciso trazer paz
E a justiça para todos os povos
Porque sem paz há fome e pobreza
Há pessoas que morrem pela ignorância de terceiros

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

A nossa hora



Está na hora de carregar as armas
E juntar todas as milícias
Acabou o tempo da escravidão
Vamos mostrar toda a nossa força
Representando o poder da união
E dar voz à esperança
Injustiça e desprezo é o que nós recebemos
Mas reconhecimento e crédito merecemos
Prontos para enfrentar os nossos inimigos
Mesmo com as armas dos nossos antepassados
Vitória é a nossa meta
Reconhecimento é o nosso objectivo
Pobre daquele que se meta
Para matar o nosso sonho vivo
Che Guevara morreu pela pátria
Martin Luther King pelo seu povo
Nós vamos ser os dois juntos
Para acabar com a hipocrisia
E dar lugar a um mundo novo
Chegou a nossa hora
Coragem nesses corações
Pois vamos mexer multidões
Glorificar a nossa vitória
E marcar para sempre este dia
Os seres rastejantes
Podem dizer adeus ao poder
Não sabemos se haverá sobreviventes
Mas os répteis irão desaparecer

sábado, 13 de outubro de 2007

Paixão




De olhos esbugalhados
E cabelos a dançar com o vento
Observei-te pela primeira vez nos prados
Fiz-me de despercebido mas sempre atento
Mas de onde teria saído tanta beleza?
Perguntava a mim mesmo tal questão
Tentando encontrar resposta para tal rareza
Que foi cair nesta região
Tua pele branca e toque delicado
Teu sorriso grande e embelezado
Pelos teus olhos castanhos
Deixaram-me imóvel, gelado
Penso que morri só de olhar para ti
Mas foi uma morte linda como a tua beleza
Pois acordei novamente para a vida
E ainda lá estavas
A deixar os teus cabelos dançarem com o vento
E a admirar lagos e montanhas

Dirigi-me para ti lentamente
Como uma criança que tivesse feito asneiras
Cada passo que dava meu coração batia mais forte
Mais um passo e a respiração fica mais pesada
Começo a tremer quando começo a sentir teu perfume
Fecho os olhos e deixo meu nariz envolver-se
Com o perfume que parecia vindo dos Deuses
Esse aroma leva-me para as terras altas
Onde lagos encaixam-se entre montanhas enormes
E a natureza impera sobre o Homem

Toquei-te no ombro e olhaste para mim
Teu olhar de surpreendida deixou-me sem voz
Como se me tivessem dado um nó na garganta
Soltaste um sorriso por veres minha situação
Eu esfregava minhas pontas dos dedos
Como se a suavidade da tua pele
Tivesse entranhada nos meus dedos
E quando me dirigiste a palavra
Quando me dirigiste a palavra...
Senti o maior arrepio da minha vida
Linda como o som que nos rodeava
Fez com que me sentisse aliviado de tudo
E então o nó da minha garganta desapareceu
E já pude dizer o que mais queria nesse momento
Amo-te!

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

O meu olhar




Um mundo cheio de regras
Mas que ninguém as cumpre
Saltamos por várias terras
À procura de um rumo
Sucesso é a nossa meta
Mas batemos sempre
Com o nariz no insucesso
Levamos uma vida justa
Andamos de cabeça erguida por isso
Mas vemos o vizinho
Triunfar da maneira mais injusta
Chega a noite!
Deitamo-nos e ouvimos o silêncio da madrugada
Do vazio ouve-se um tiro
Que põe fim ao silêncio e a mais uma vida
As sirenes vêm-nos despertar
Para o mundo que nos acostumamos a aguentar
Outro dia nasce com o sol a invadir o quarto
Aproximamo-nos da janela
E vemos a selva a chamar por nós
Para mais um dia, mais uma luta


Este é o meu olhar
Este é o meu mundo
Sinto a aumentar
A vontade de outro mundo