
De olhos esbugalhados
E cabelos a dançar com o vento
Observei-te pela primeira vez nos prados
Fiz-me de despercebido mas sempre atento
Mas de onde teria saído tanta beleza?
Perguntava a mim mesmo tal questão
Tentando encontrar resposta para tal rareza
Que foi cair nesta região
Tua pele branca e toque delicado
Teu sorriso grande e embelezado
Pelos teus olhos castanhos
Deixaram-me imóvel, gelado
Penso que morri só de olhar para ti
Mas foi uma morte linda como a tua beleza
Pois acordei novamente para a vida
E ainda lá estavas
A deixar os teus cabelos dançarem com o vento
E a admirar lagos e montanhas
Dirigi-me para ti lentamente
Como uma criança que tivesse feito asneiras
Cada passo que dava meu coração batia mais forte
Mais um passo e a respiração fica mais pesada
Começo a tremer quando começo a sentir teu perfume
Fecho os olhos e deixo meu nariz envolver-se
Com o perfume que parecia vindo dos Deuses
Esse aroma leva-me para as terras altas
Onde lagos encaixam-se entre montanhas enormes
E a natureza impera sobre o Homem
Toquei-te no ombro e olhaste para mim
Teu olhar de surpreendida deixou-me sem voz
Como se me tivessem dado um nó na garganta
Soltaste um sorriso por veres minha situação
Eu esfregava minhas pontas dos dedos
Como se a suavidade da tua pele
Tivesse entranhada nos meus dedos
E quando me dirigiste a palavra
Quando me dirigiste a palavra...
Senti o maior arrepio da minha vida
Linda como o som que nos rodeava
Fez com que me sentisse aliviado de tudo
E então o nó da minha garganta desapareceu
E já pude dizer o que mais queria nesse momento
Amo-te!